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Redes de atenção e experiências do SUS encerram seminário no TCU

Segundo dia do Seminário SUStentabilidade 2026 reuniu especialistas e gestores para discutir integração, regionalização e os impactos das mudanças no perfil de saúde da população

A integração das redes de atenção à saúde, a regionalização do atendimento e os desafios trazidos pelas mudanças no perfil de saúde da população marcaram o segundo e último dia do Seminário SUStentabilidade 2026. Promovido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), o evento foi realizado nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, com transmissão online pelo YouTube.

A abertura do segundo dia foi feita por Alexandre Giraux Calvacanti, auditor-chefe da AudSaúde do TCU, que retomou os principais pontos discutidos na programação anterior, entre eles os desafios do financiamento, da governança e da organização do sistema público de saúde.

Na sequência, Eugênio Vilaça Mendes, consultor em saúde pública e consultor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, apresentou a palestra “Experiências de Redes de Atenção à Saúde no Brasil”. Em sua exposição, mostrou como as mudanças no perfil epidemiológico da população exigem adaptações contínuas na organização e no financiamento dos serviços de saúde.

“Nos anos 90, 30% dos pacientes eram afetados por doenças transmissíveis, maternas, neonatais e nutricionais. Em 2019, esse grupo caiu para 12%, enquanto as condições não transmissíveis passaram de 50% para 72%, e isso afeta diretamente os investimentos no atendimento”, afirmou Eugênio.

Segundo o especialista, a mudança no perfil das doenças e das necessidades dos pacientes reforça a importância de sistemas de saúde capazes de se reorganizar e oferecer acompanhamento integrado ao longo das diferentes etapas do cuidado.

Encerrando o seminário, a mesa “Experiências de Redes de Atenção à Saúde no Brasil” apresentou iniciativas e resultados alcançados pela rede pública em diferentes regiões e frentes de atuação no país.

O debate foi mediado por Denilson Ferreira de Magalhães, consultor em Saúde Pública da Confederação Nacional de Municípios, e contou com a participação de Simone Servato Ferreira, diretora de Fiscalização da Governança do SUS da AudSaúde do Tribunal de Contas da União; Maria José Evangelista, enfermeira e assessora técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde; Cristiane Martins Pantaleão, diretora financeira do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde; e Irmã Rosane Ghedin, diretora-presidente do Santa Marcelina Saúde e ex-vice-presidente do Ibross.

Entre as experiências abordadas estiveram a análise da maturidade das redes de atenção à saúde, a atuação na Macrorregião do Cariri, no Ceará, iniciativas de organização da saúde em redes e a experiência do Santa Marcelina na região leste da cidade de São Paulo.

As discussões reforçaram a importância de integrar os diferentes pontos do sistema, garantir a continuidade do cuidado e ampliar o uso de dados para o planejamento e a tomada de decisões. Também foi destacada a necessidade de fortalecer a regionalização da saúde, estruturando redes capazes de responder de forma mais coordenada às necessidades da população.

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