Preços de remédios de uso hospitalar dobram durante a pandemia, diz estudo

A matéria divulgada tanto na versão online quanto na impressa do jornal O Estado de São Paulo aborda que os preços de remédios de uso hospitalar dobraram durante a pandemia, segundo aponta a pesquisa “Estudo sobre o Impacto da Pandemia da Covid-19 nos Custos do Setor de Saúde”, realizada pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a consultoria GO Associados.

De acordo com o texto, os resultados da pesquisa apontam altas de até 524% nos valores de materiais e de 409% nos de medicamentos usados por hospitais gerais do Sistema Único de Saúde (SUS), em diferentes Estados, nos piores meses da pandemia. O índice de preços da cesta de medicamentos hospitalares analisada apresentou aumento de 97,49% no período de fevereiro de 2020 a junho de 2021. No caso dos materiais médico-hospitalares, o índice de preços registrou alta de 161,14% entre fevereiro de 2020 e abril de 2021.

A pesquisa abrangeu todas as filiadas do Ibross que administram hospitais gerais no Brasil. Mais de 66 mil compras de medicamentos e 36 mil aquisições de materiais foram consideradas no estudo. Os pesquisadores analisaram os valores de 76 tipos de medicações e 45 materiais médico-hospitalares, como aventais, cateteres, máscaras descartáveis, luvas e seringas.

Ainda de acordo com a publicação, foram encontradas evidências de que houve quebra estrutural nas séries de preços a partir de maio de 2020. Isso significa que os preços se comportaram de maneira diferente da tendência apresentada entre 2018 e 2019. 

Em entrevista, o presidente do Instituto, Flávio Deulefeu, ressaltou que “esse trabalho materializa as dificuldades ocorridas na vida real dos hospitais”, e que “os preços dos produtos ainda não voltaram aos patamares anteriores à pandemia”. Além disso, ele destaca que “vivemos um momento em que a Covid-19 ainda não foi totalmente resolvida e os hospitais públicos estão cheios de pacientes com outras doenças graves que não foram tratadas nos piores meses da pandemia. Isso também aumenta os custos de saúde e exige que as instituições trabalhem com o máximo de eficiência”, conclui Deulefeu.

 

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