Com mais de 2,5 milhões de atendimentos e 73% das cirurgias concentradas no interior, o estado amplia acesso, gera empregos e fortalece cidadania
A interiorização e regionalização dos serviços de saúde têm promovido uma verdadeira revolução na assistência à saúde em Pernambuco. Sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde, por meio da atuação da Dra. Isabela Lima, Diretora Geral de Monitoramento dos Contratos de Gestão, o estado tem avançado no fortalecimento de uma rede descentralizada, abrangente e justa, garantindo o acesso universal aos serviços de saúde.
“A principal transformação está na ampliação do acesso e da resolutividade dos serviços de saúde nas regiões interioranas do Estado, por meio da implantação e expansão de unidades como as UPAEs, os Hospitais Regionais e os Centros de Especialidades, geridos por Organizações Sociais de Saúde. Esse movimento reduziu a histórica dependência da população do interior em relação aos serviços concentrados na Região Metropolitana do Recife (RMR), promovendo a equidade no atendimento à saúde pública”, ressalta a Dra. Isabela Lima.
A expansão da rede de saúde para o interior atende diretamente aos princípios do SUS, universalidade, integralidade e equidade. Com a presença técnica nas quatro macrorregiões de saúde, especialmente nas macrorregiões II, III e IV, a SES-PE assegura um monitoramento próximo e eficiente das unidades, reduzindo os deslocamentos até a capital e assegurando continuidade no cuidado.
As Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) têm sido fundamentais nessa transformação. Já estão em funcionamento em cidades como Afogados da Ingazeira, Caruaru, Garanhuns, Ouricuri, Petrolina, entre outras. Em 2024, somente nas macrorregiões II, III e IV, foram realizados mais de 1,9 milhão de atendimentos e 55 mil cirurgias, representando 70,7% das cirurgias da rede OSS.
A rede hospitalar também evoluiu. Hospitais como o Dom Malan (Petrolina), Hospital da Mulher do Agreste (Caruaru) e Hospital Mestre Vitalino (Caruaru) oferecem desde partos humanizados até serviços de alta complexidade como hemodinâmica, quimioterapia e implantes de marcapasso.
Programas de Inclusão e Cuidado Integral
Iniciativas como o PE Acessível, voltado ao diagnóstico e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodiversidades, além de programas para bexiga neurogênica, pé diabético e ostomizados, têm reforçado o cuidado integral e humanizado.
Outro destaque é o projeto Carretas da Mulher Pernambucana, que leva serviços de prevenção e diagnóstico precoce a áreas de difícil acesso, democratizando o cuidado especializado para mulheres do interior.
Os dados de 2024 evidenciam o impacto da interiorização:
- 2,58 milhões de atendimentos no interior contra 2,12 milhões na RMR
- 57.463 cirurgias realizadas no interior, 73,4% do total da rede OSS
- 14.469 partos realizados, com suporte humanizado e especializado
- Interior concentra 54,9% dos atendimentos e mais de 73% das cirurgias em todo o estado
Para a diretora, os indicadores confirmam a efetividade da regionalização: “Os dados de 2024 mostram que o interior já supera a RMR em número de atendimentos e cirurgias, o que demonstra que a estratégia de interiorização não só aproximou o serviço da população, como garantiu resolutividade e qualidade na assistência”.
Desenvolvimento regional e retorno econômico
Além de salvar vidas, a interiorização gera empregos e movimenta a economia. Cada R$ 1 investido em saúde representa R$ 1,61 de impacto no PIB e R$ 1,23 em renda familiar. A rede OSS no interior também fomenta o desenvolvimento local, com a compra de insumos e contratação de profissionais da própria região.
A rede segue crescendo com novas maternidades e Centros Especializados de Reabilitação (CERs) em Petrolina, Ouricuri, Serra Talhada, Garanhuns e Caruaru. Com a ampliação prevista até 2025, novas UTIs, enfermarias e serviços de alta complexidade serão implantados, consolidando uma rede interiorizada cada vez mais robusta.
O trabalho de organizações sociais como o Instituto Social das Medianeiras da Paz (ISMEP) tem sido vital nesse processo. A instituição, que há 58 anos atua no Sertão de Pernambuco, é uma das responsáveis por fortalecer a rede de saúde no interior, levando atendimento de qualidade para aqueles que historicamente estavam à margem do sistema.
Irmã Maria de Fátima Alencar, Superintendente do ISMEP, explica que o ISMEP é como um amparo para a população sertaneja: “Ao assumirmos a gestão de UPAEs e hospitais no interior, ajudamos a formar uma verdadeira rede de assistência que dialoga constantemente com os municípios e o estado para garantir acesso com qualidade”, afirma a irmã. Como ressalta a gestão estadual: interiorizar saúde é interiorizar cidadania, dignidade e desenvolvimento. “Interiorizar a saúde é também interiorizar cidadania, dignidade e desenvolvimento. O nosso compromisso é assegurar que, de Petrolina ao Litoral, cada pernambucano tenha acesso a uma rede estruturada, humanizada e resolutiva”, conclui a Dra. Isabela Lima.
Drª. Isabela Lima, Diretora Geral de Monitoramento dos Contratos de Gestão, e Irmã Maria de Fátima Alencar, Superintendente do ISMEP

