SEMINÁRIO · SUSTENTABILIDADE OPERACIONAL

EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Anderson Oliveira

Secretário Executivo de Gestão Estratégica e Coordenação Geral

ABERTURA

A sustentabilidade operacional começa no equilíbrio do repasse.

Sem previsibilidade financeira, não há continuidade assistencial. Cada real repassado precisa estar amparado por planejamento orçamentário, prestação de contas e mecanismos formais de ajuste — para que a rede nunca pare por falta de recurso.

A BASE DA OPERAÇÃO

Repasse mensal à rede.

+R$ 188MILHÕES / MÊS

É o total que a SES-PE repassa, hoje, mensalmente, à rede de Organizações Sociais de Saúde — o piso financeiro contínuo que sustenta hospitais, UPAs e UPAEs em operação em todo o estado.

CRESCIMENTO 2025

O repasse regular cresceu — e cresceu por demanda real.

+R$ 12,6MILHÕES / MÊS

Somente em 2025, o repasse regular mensal cresceu nesse valor — acompanhando o aumento real de capacidade e demanda assistencial da rede, não uma correção pontual.

PLANEJAMENTO ANTECIPADO

Planejamento antecipado, não resposta de crise.

+R$ 26MILHÕES

Investidos exclusivamente no período de sazonalidade respiratória de 2025 — reforço assistencial planejado com antecedência para o pico de demanda, e não uma resposta emergencial improvisada.

REQUALIFICAÇÃO E AMPLIAÇÃO

Investimento que fica na rede.

+R$ 70MILHÕES

Investidos em equipamentos, mobiliário e insumos patrimoniais — recursos que requalificam unidades existentes e ampliam a capacidade instalada de atendimento à população.

O QUE ESSE REPASSE SUSTENTA

Uma rede construída desde 2009 — e que segue crescendo.

0 16 32 48 64 4 2009 2010 20 2011 2012 24 2013 2014 31 2015 2016 34 2017 2018 37 2019 2020 40 2021 2022 43 2023 2024 45 2025 46 2026 57 2027*
UNIDADES EM OPERAÇÃO (DEZEMBRO DE CADA ANO) PROJEÇÃO 2027

O primeiro contrato de gestão em Pernambuco é de novembro de 2009, com o Hospital Miguel Arraes. Em 2014 veio a interiorização com as UPAEs; em 2020, os hospitais de campanha da Covid-19, depois convertidos em contratos regulares. O único recuo da série ocorre em 2023, com a saída de operação do CESAC.

COMPOSIÇÃO DA REDE

46 unidades hoje — e 11 novas previstas para 2027.

17
HOSPITAIS
14
UPAs
14
UPAEs
1
CARRETA ITINERANTE

PREVISÃO 2027 — +11 UNIDADES E SERVIÇOS

4
CENTROS ESPECIALIZADOS
DE REABILITAÇÃO
4
MATERNIDADES
1
HOSPITAL
1
UPAE
1
SERVIÇO
ESPECIALIZADO
A rede passa de 46 para 57 unidades e serviços — crescimento de 24% em um único exercício, o maior salto desde 2014.
PRODUÇÃO ASSISTENCIAL

A produção acompanhou o investimento.

0 1,5 mi 3 mi 4,5 mi 6 mi 3.674.212 2022 4.298.911 2023 4.708.944 2024 4.897.417 2025
HOSPITAIS UPAs UPAEs
4,9mi
atendimentos em 2025
+33%
desde 2022
+14%
desde 2023
+23%
nas UPAs desde 2023
CAPACIDADE INSTALADA

Mais cirurgias e mais leitos à disposição da população.

CIRURGIAS REALIZADAS
0 30 mil 60 mil 90 mil 120 mil 59.239 2022 68.269 2023 78.249 2024 88.150 2025
LEITOS DISPONÍVEIS
0 800 1,6 mil 2,4 mil 3,2 mil 2.124 2022 2.407 2023 2.536 2024 2.608 2025

De 2022 a 2025 a rede ampliou em 48,8% a produção cirúrgica e acrescentou 484 leitos (+22,8%) — capacidade real de resposta, com impacto direto sobre as filas de espera.

SEGURANÇA DA FOLHA

A provisão trabalhista futura fica sob administração da SES.

Férias, 13º salário e verbas rescisórias da rede assistencial não dependem do caixa corrente da OSS no momento em que são devidos — o valor é provisionado mês a mês, em conta específica administrada pelo Estado.

BASE FORMAL
Art. 10-A, §§4º-8º da Lei nº 15.210/2013 (Leis nº 16.155/2017 e nº 16.771/2019) e Art. 29, III do Decreto nº 58.200/2025 — instituem a conta específica de provisionamento e sua reavaliação trimestral pela CTAI.
POR QUE ISSO IMPORTA
Protege a continuidade da equipe assistencial e reduz o risco de passivo trabalhista represado afetar a operação da unidade no futuro.
PRESTAÇÃO DE CONTAS

Cada real é acompanhado em três frequências diferentes.

MENSAL
Gastos, receitas e certidões negativas de débito
TRIMESTRAL
Execução do contrato: metas propostas x resultados
ANUAL
Balanço e demonstrativos, encaminhados ao TCE-PE
Esse ciclo é o que garante, ao mesmo tempo, transparência ao cidadão e segurança jurídica ao Estado sobre o uso de seus recursos.
FLEXIBILIDADE COM CONTROLE

O contrato precisa acompanhar a vida real do exercício fiscal.

Quando surge uma necessidade nova no meio do ano, o Estado tem instrumentos formais para responder sem romper a continuidade do serviço:

NOVOS REPASSES
REPACTUAÇÕES FINANCEIRAS
RENEGOCIAÇÕES
ACRÉSCIMOS DE SERVIÇO
Sem esses instrumentos, uma demanda nova viraria desassistência — com eles, ela vira ajuste contratual planejado.
EM RESUMO

O equilíbrio financeiro sustenta a operação.

+R$ 188 Mi
repasse mensal à rede
+R$ 12,6 Mi
acréscimo regular em 2025
+R$ 26 Mi
reforço sazonalidade respiratória
+R$ 70 Mi
investimento patrimonial
A REDE QUE ISSO SUSTENTA
46 unidades em operação hoje, 57 projetadas para 2027 — e 4,9 milhões de atendimentos realizados em 2025.
O COMPROMISSO
Previsibilidade no repasse, provisão garantida da folha e prestação de contas em três frequências: é isso que permite à rede não parar.

OBRIGADO

Anderson Oliveira

Secretário Executivo de Gestão Estratégica e Coordenação Geral

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