SEGURANÇA JURÍDICA E MONITORAMENTO
Isabela Guedes
Diretora Geral de Monitoramento dos Contratos de Gestão
Isabela Guedes
Diretora Geral de Monitoramento dos Contratos de Gestão
25 anos advogando na área cível e da saúde, e 3 anos na gestão dos contratos com Organizações Sociais de Saúde o que permite enxergar o modelo tanto pela lente do Direito privado quanto do direito administrativo e pela rotina concreta de quem acompanha a execução, mês a mês, indicador a indicador.
Sem segurança jurídica, o modelo não atrai boas entidades, não protege o gestor, e não entrega ao cidadão a estabilidade que o SUS exige.
Não são interesses opostos, são faces do mesmo compromisso.
Mais de duas décadas de aplicação em diversos estados: mais agilidade na contratação de pessoal e insumos, gestão por metas e indicadores de qualidade, e capacidade de resposta que a rigidez da administração direta nem sempre permite.
Não é um modelo perfeito, mas é maduro, testado, e continua sendo escolhido por novos entes federativos porque funciona quando bem monitorado.
O Decreto nº 58.200, de fevereiro de 2025, regulamentou a Lei nº 15.210/2013 e detalhou procedimentos e deu maior previsibilidade à execução dos contratos de gestão em todo o Estado.
Regulamentar não é criar burocracia é reduzir a margem de insegurança que alimenta questionamentos e judicialização.
A reestruturação também levou a fiscalização para mais perto da ponta: técnicos distribuídos pelas macrorregiões de saúde realizam visitas in loco às unidades, antes, essa atuação era concentrada apenas na capital.
A cada visita, o formulário digital identifica não conformidades durante o preenchimento e gera relatório automático ao final.
Fortalecer a estrutura de fiscalização, investir em tecnologia de acompanhamento e regulamentar com clareza os contratos de gestão é, ao mesmo tempo, a melhor defesa da legalidade e a melhor garantia de sustentabilidade do modelo.
Isabela Guedes
Diretora Geral de Monitoramento dos Contratos de Gestão