Formação médica necessita de capacidade técnica e socioemocional

Artigo faz reflexão acerca do tema e celebra a formação da primeira turma da Faculdade de Medicina do Einstein

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, Sidney Klajner, cirurgião do aparelho digestivo e presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, filiada Ibross, discorre sobre as mudanças ocorridas na formação médica ao longo dos anos.

No texto, Klajner defende que a capacidade técnica precisa vir acompanhada de humanidade e competências socioemocionais. Saber ouvir e se comunicar e trabalhar em equipe é muito importante. “O médico ‘lobo solitário’ é coisa do passado, assim como a visão do paciente como um ser passivo”, diz.

Segundo ele, muitas vezes, escolas de medicina nem sempre priorizam a humanidade em suas capacitações. “O médico precisa ter uma visão do ser humano que está sob seus cuidados, entendendo seus medos e vontades, respeitando seus valores, preferências, contextos de vida, etc.”

E, foi pensando nisso, que ao criar a Faculdade de Medicina do Einstein, buscou-se referências em instituições internacionais para estruturar um curso inovador tendo a humanidade como base. As mudanças começam desde o processo seletivo, com uma fase que mede o conhecimento e uma segunda etapa avalia questões socioemocionais.

O curso segue o modelo TBL (Team Based Learning), onde os alunos estudam em grupos e vão para a aula construir conhecimento, ou seja, a teoria vem combinada com aulas práticas. No internato, esses alunos atuam tanto na rede privada do Einstein como nos hospitais públicos sob sua gestão. Disciplinas específicas e simulações exercitam os alunos em ferramentas de gestão e práticas de liderança, desenvolvendo sua capacidade de influenciar mudanças que ajudem a superar os desafios da saúde, entre eles ampliação do acesso, redução de desperdícios, melhor coordenação do cuidado, impulso à digitalização e novos modelos de remuneração que incentivem a promoção da saúde.

Com essa visão, este mês, a Faculdade de Medicina do Einstein forma a sua primeira turma de 46 alunos com o propósito de levar na bagagem o conteúdo técnico de qualidade, de forma responsável, com propósito e atendimento humanizado, transmitindo tudo o que aprenderam e aptos a exercerem uma medicina conectada com o presente e o futuro. 

Leia na íntegra o artigo de Klajner publicado na Folha: https://bit.ly/3GzfG6f


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