CEJAM oferece tratamento gratuito para ajudar na interrupção do tabagismo

Atividades realizadas em 30 Unidades Básicas de Saúde gerenciadas pelo CEJAM, associado ao Ibross, já trataram milhares de fumantes

 

A sétima edição do relatório publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que a porcentagem de brasileiros que fumam caiu de 15,6% em 2007 para 10,1% em 2017 e, de acordo com dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, entre 2005 e 2016 mais de um milhão realizou o tratamento de cessação do tabaco na rede pública.

As pessoas que lutam para abandonar a substância e procuram por ajuda gratuita podem encontrar auxílio nas atividades de tratamento realizadas nas Unidades Básicas de Saúde gerenciadas pelo CEJAM, localizadas nas regiões do Capão Redondo e Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. Os encontros ocorrem regularmente em 30 UBS, que já trataram milhares de fumantes desde 2013.

Com uma abordagem cognitiva e comportamental e focados em desenvolver as habilidades necessárias para enfrentar situações de recaídas, os encontros são realizados em grupos e ocorrem semanalmente. Ao ingressar no programa de tratamento, que tem periodicidade trimestral, o fumante passa por uma consulta de avaliação clínica a partir do histórico relatado sobre a sua compulsão em relação ao cigarro. Além disso, é feita uma avaliação do nível de dependência e grau de motivação que o paciente possui para seguir com o processo.

Durante o primeiro mês, os grupos estão estruturados em quatro sessões, que ocorrem semanalmente, cada uma com um tema específico relacionado ao vício:

1ª. sessão: Entender por que se fuma e como isso afeta a sua saúde

2ª. sessão: Os primeiros dias sem fumar

3ª. sessão: Como vencer os obstáculos para permanecer sem fumar

4ª. sessão: Benefícios obtidos após parar de fumar

Já no segundo mês de tratamento, as sessões são quinzenais, e no terceiro, mensais.

As ações do programa de combate ao fumo nas unidades contam com apoio multidisciplinar de enfermeiros, médicos, farmacêuticos, dentistas, entre outros profissionais.

“A abordagem cognitiva e comportamental desenvolvida é um modelo funcional, pois sua intervenção está focada não somente em ajudar na cessação do ato de fumar, como também na mudança e desconstrução do padrão comportamental vinculado ao vício. As atividades têm a manutenção da abstinência como foco, e isso é um grande diferencial”, afirma Beatriz Rabello, médica da família do CEJAM.

Além das sessões, ocorrem dinâmicas complementares para incrementar o controle da dependência, como a confecção de cofres para guardar o dinheiro economizado e que anteriormente era usado para compra de maços; entrega de diploma de conclusão do programa de tratamento; dia de resgate do prazer gustativo; e confecção de kit que auxilia os participantes nos momentos de abstenção do consumo. A lista de unidades de saúde da região pode ser consultada em www.cejam.org.br.

Fonte: CEJAM / Assessoria Máquina Cohn & Wolfe 


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