Atividades lúdicas auxiliam na recuperação de pacientes com AVC

Hospital Regional do Sertão Central desenvolve atividades ao ar livre que geram impactos positivos no tratamento

 

O conceito de humanização na saúde significa ampliar o relacionamento entre profissionais e pacientes. Entender o sofrimento do outro é um dos pontos importantes de um trabalho que leva em conta a totalidade do indivíduo para além da enfermidade. No Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), do Governo do Ceará e administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), associado ao Ibross, são desenvolvidas atividades ao ar livre pela equipe multidisciplinar das unidades de AVC agudo e subagudo. Essas iniciativas geram impactos positivos na recuperação dos pacientes.

São utilizados diferentes recursos, a fim de serem trabalhados aspectos motores, cognitivos e psicossociais, visando a recuperação do paciente. Através do lúdico, o adoecimento pode ser enfrentado de maneira menos dolorosa. “A hospitalização passa a ser vivenciada de forma mais humanizada, permitindo o paciente estar mais próximo do contexto a qual vivia antes da internação, onde o simples fato de ver e sentir a luz do sol traz benefícios incalculáveis para a recuperação”, afirma a terapeuta ocupacional, Jamila Gaspar.

As atividades são realizadas três vezes por semana. Um dos participantes assíduos é o aposentado Antônio Valdo Germano, de 81 anos, residente em Pedra Branca. Ele se recupera de um AVC isquêmico. “Me sinto melhor. Mais disposto. Sinto que contribui para que eu possa melhorar. Esses momentos me deixam mais feliz”, afirma Germano.

Todos os pacientes participam de dinâmicas de grupo para expressão de sentimentos, autoconhecimento e reflexão sobre a hospitalização. “O trabalho multiprofissional tende a ver o paciente como um sujeito biopsicossocial, que se refere ao bem-estar físico, mental e social”, explica a psicóloga Renata Viana.

De acordo com ela, nenhuma doença tem origem em apenas um fator. “É direcionado a cada paciente um olhar individual, propiciando que cada um possa resgatar, valorizar e compreender sua subjetividade, além de ressignificar seu processo de adoecimento e construir sua autonomia, o que proporcionará o equilíbrio e a qualidade de vida”, destaca Renata.

Os pacientes diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral (AVC) apresentam diminuição dos movimentos do corpo, como também sensorial e cognitivo. Segundo a fisioterapeuta Herta Costa, há pacientes que não interagem. A ausência do ambiente familiar provoca tristeza e solidão. “Quando nós os levamos para essas atividades, fazemos com que eles interajam entre si. Conseguem evoluir com a recuperação dos movimentos. Como eles ficam mais motivados, eles têm interesse em fazer o tratamento. Se estão desmotivados, não sentem interesse. Eles relatam grande satisfação”, destaca Herta.

AVC

O AVC, conhecido popularmente como “derrame”, é uma das principais causas de morte, incapacidade adquirida e internações em todo o mundo. Acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea.
Esse agravo é totalmente dependente do tempo. Isso quer dizer que quanto mais rápido for o tratamento, maiores serão as chances de recuperação completa. Dessa forma, torna-se primordial a identificação dos sinais e sintomas do AVC e o atendimento médico imediato.

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No Hospital Regional do Sertão Central são desenvolvidas atividades ao ar livre pela equipe multidisciplinar das unidades de AVC agudo e subagudo. Essas iniciativas geram impactos positivos na recuperação dos pacientes, como explica Jamila Gaspar, terapeuta ocupacional do HRSC.

 

São utilizados diferentes recursos, a fim de serem trabalhados aspectos motores, cognitivos e psicossociais, visando a recuperação do paciente. Jamila Gaspar explica os procedimentos e o tratamento dos pacientes.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do HRSC – Thiago Conrado
Secretaria da Saúde do Estado do Ceará


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